quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dualismus

   Certa vez quando eu ainda estudava o idioma Alemão, deparei-me com um poema que de imediato me agradou, este poema traduz o homem com suas dicotomias e seus dualismos.
   O poema esta logo abaixo.

Dualismus

Himmel und Hölle,
Meer und Strand,
Ebbe und Flut,
Tag und Nacht,
Oben und Unten,
Links und Rechts,
Stehen und Liegen,
Dienen und Beherrschen,
Liebe und Tod,
Krieg und Frieden,
Gott und Teufel,
Hass und Vergebung.
Der Kompromiss
heißt
Mensch.
Hans Jürgen Schumacher

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Hipocrisia cotidiana

   -Oi menina, como você está? Tudo bem?
   -Oooooooiiiii, estou ótima e você?.
   
   O diálogo acima representa um ínfimo exemplo dos diálogos que acontecem diariamente no trabalho, colégio e etc.

   Pode-se notar, muita das vezes, que as pessoas que cumprimentam e perguntam se a outra está bem, de fato não querem saber a resposta, perguntam apenas por "educação", uma espécie hipocrisia diária banal e justificada para o bom relacionamento em sociedade.

   De fato, o ser humano não quer saber se o outro está bem, vivemos na sociedade do EU. Eu posso, eu não posso, eu estou com dor, eu não estou com dor, eu consigo, eu não consigo. Se o outro é mais gordo que eu, ele é um preguiçoso que não se esforça para uma dieta, se é mais magro, só é por que a genética foi prestativa com ele, de qualquer forma vai ter problemas, porque não se exercita.

   De certa forma a hipocrisia é uma espécie de relação criada pelo homem para bem viver na sociedade, como no diálogo do início, não vejo problema neste tipo de hipocrisia, já que viver em sociedade é essencial para nós.

   O problema é quando a hipocrisia vai além destas relações banais. Quem é professor sabe o que eu digo. Vá em uma sala dos professores ou no conselho de classe, lá ninguém tem ética, falam do aluno como se ele não fosse tratável. Estes mesmos professores esquecem que se o aluno é ruim, boa parte desta ruindade é mérito dos professores que eles tiveram ao longo da vida.

   Outra hipocrisia perigosa é aquela que a pessoa diz: -Eu não tenho preconceito com homossexual. Mas em seguida completa: -Mas ele lá e eu aqui, porque se tentar alguma coisa comigo eu meto-lhe a mão.
   Assim acontece com o negro, pobre, etc.

   É bom falar da hipocrisia dita preconceituosa. Hoje em dia com tantas leis que versam o preconceito, somos obrigados a gostar de tudo e de todos. Se alguém diz: -De modo geral, não me atrai a mulher/homem de cor de pele negra. Pronto, a pessoa já é tachada como preconceituosa, não se pode mais dar uma opinião, somos obrigados a viver sob as ordem do politicamente correto. Eu, você e todos, temos o direito de gostar e não gostar de qualquer tipo de pessoa, seja por qual motivo tenhamos, a cor, a orientação sexual, a religião, etc. O problema é quando a discriminamos abertamente, impedimos elas de exercerem cargos por este preconceito. Devemos sim ter nossos gostos e preconceitos, mas não devemos subestimar a capacidade da pessoa por este preconceito. Eu posso não ser atraído fisicamente por uma mulher de cor negra, simplesmente por ela ser negra. Entretanto, não posso achar que por ela ser negra ela não tem a capacidade em exercer um cargo de chefia numa empresa, por exemplo. Adentramos, assim, na hipocrisia cotidiana, onde por mais que tenhamos preconceito com outrem devemos tratá-lo bem.

   Balela quem diz que não é preconceituoso(a). Nós seres humanos somos sim preconceituosos com TUDO e com TODOS. Devemos apenas controlar este preconceito. O preconceito é intrínseco nosso, diferente da hipocrisia, que é algo criado por nós para amenizar nossos preconceitos.

sábado, 28 de setembro de 2013

Estados Unidos da América e Síria

   Achar que é dono da América é ser demais pretensioso, mas achar que é dono do mundo é muita soberba.

   Cada país é soberano dentro de seu território, não precisa vir um país de fora para dizer o que se deve ou não fazer dentro de sua área territorial. Não quero dizer que devemos apoiar atos terroristas ou degradação ao ser humano, mas quero dizer que “roupa suja se lava em casa”, como diz o ditado.

   Sabemos que ter soberania num mundo cada vez mais perigoso é fundamental, pois a cada ano, os países estão ficando cada vez mais parecidos uns com os outros, tanto economicamente como culturalmente. E se ter a soberania é guardar um bom status para um futuro de países homogêneos.

   Agora imagine alguém chegar a sua casa e dizer o que você deve fazer? Esta mesma pessoa chega e arruma seu guarda-roupa e cozinha, ademais, corrige seus filhos com tapas e puxões de orelha e para finalizar manda o pai e a mãe para fora de casa, pois eles, supostamente, não fizeram como deveria ser feita a função de progenitores e donos de casa.


   O pior de tudo é você descobrir que este vizinho na verdade não é policial, tampouco assistente social, é apenas um vizinho com musculatura avantajada e que tem grau preta de jiu-jitsu.


jiu-jitsu

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

FÉ

     O que é a fé? Creio que é uma pergunta irrespondível. Em verdade, ninguém sabe explicar se realmente a tem. Em momentos, pessoas demonstram de forma eloquente, de forma plácida e confiante, sem exageros. Não obstante, alguns fiéis revoltam-se e a tentam ingeri-la a outrem. Como pode alguém querer fabricar fé na mente alheia? Apenas sei, que a fé surge dentro de si, dentro da crença individual, claro que os resquícios dogmáticos são adquiridos do externo, das teologias empregadas por teólogos, ora sãs e íntegros, ora traiçoeiros.

     A vida dogmática, muita das vezes, é mais fácil de consolar a si mesmo. É bonita e com explicações baseadas na hermenêutica. Não quero dizer que são explicações fáceis e triviais de compreender, pelo contrário, há de se ter fé colossal em crenças que contam caminhos transcendentais aparentemente inexplicáveis por meios científicos.

     As religiões doutrinam sempre para o caminho do bem, e apresentam explicações impossíveis de se chegar por meio científico, tem-se como exemplo a “vida” após a morte. Essas explicações confortam o íntimo de cada fiel e é de grande importância para apaziguar mentes que não se conformam com o fim biológico da vida.

     A humanidade tem seus conceitos éticos extremamente entrelaçados com os conceitos religiosos, falácia seria negar tal afirmação. Não aponto nem uma religião específica, pois acredito que todos tem a função primária de ligar o indivíduo ou divino. Cientificamente, somos seres biológicos semelhantes. Ademais, somos seres históricos/sociais, movidos por sentimentos adquiridos ao longo de nossa história terrestre. Não me agrada a ideia que somos feito por amor, como alguns dizem.

     Negar nossa essência religiosa é negar nosso íntimo. Somos sim seres religiosos, até os ateus. Está em nossa cultura, está em nossa própria herança metafísica. Quem nega tal essência, não entende o meio onde vive, não compreende as relações interpessoais que a humanidade se cerca.

     Sim, é possível abdicar a essência religiosa/espiritual, mas não é possível impugná-la. Estar vivo, por si só, é ter de admitir uma origem, se não se justifica o desconhecido, tampouco se pode negá-lo.



domingo, 18 de agosto de 2013

Redes sociais - Facebook

Nunca conheci quem tivesse levado porrada

  Nos dias atuais todos somos felizes, inteligentes e bonitos(as). Todos temos razão em nossos diálogos, todos somos críticos de política, cinema e televisão. Em geral, temos um conhecimento superficial em vários assuntos, mas achamos que somos profundos formadores de opiniões.
  Fernando Pessoa tem um texto que retrata parte do que está escrito acima.




Nunca conheci quem tivesse levado porrada.


Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.



E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.




Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,




Arre, estou farto de semideuses!

Onde é que há gente no mundo?




Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?




Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,

Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Roupa nova

Vista-me do ardor de seu beijo.
Ao me desnudar, vislumbro-lhe.
Preparo-me para o ensejo.
Que a muito nutro por você.
Venha linda donzela, aproxime-se.
Bem aqui, pertinho de mim.
Assim, eu sinto seu perfume.
Seu cheirinho doce.
Quiçá, visto-me de você.
Para então estrear minha roupa nova.
Nova!
Que será eterna por cada segundo vestida.


Minha autoria

sábado, 3 de agosto de 2013

Despedida

   A despedida sempre é ruim. Muitos não sabem como se despedir, outros simplesmente não gostam.

Despeço-me do mundo fugaz
Da vida sem rumo e insípida
Tomarei um destino audaz
Sem clichês desta humanidade atada

Para este mundo sem solução
Pessoas não se deixam amar
Para este mundo com solução
Eu ainda consigo amar

Vemos pessoas boas amiúde
Que não despertam o mínimo desiderato
Parece que nos cativa mais a maldade

Sei que o estirão longo será
Farei a despedida do supérfluo
Para que no futuro você diga que me amará
Minha autoria

terça-feira, 30 de julho de 2013

Nostalgia diária

   Quem nunca sentiu nostalgia de sua casa, de sua cidade e/ou país? É normal. Como diz Mario Quintana:

Quem disse que eu me mudei?
Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa em que nasceu.

Há quem chore para aliviar a saudade da família e de sua casa.


Para complementar.

Lágrima não caia, não lhe deixo cair
Cair, não sei porquê, volte para sua alcova
Se não caio por seus olhos vou para o coração dormir
Lá ficarei longe de seus olhos verde oliva 
Não, não vá, seque agora
Agora não dá, depois de cortejada preciso me livrar
Meus pensamentos lhe fizeram nesta vida austera
Empunha-me e sinta meu cloreto, porque a dor há de ficar.
Minha autoria

sábado, 27 de julho de 2013

Consternação

   Os pensamentos são feras mentais que quando alimentadas ganham força e são difíceis de doma-las. Criamos pensamentos que muitas das vezes fogem do nosso controle, outras vezes estes pensamento são introduzidos por um agente externo. O importante é ter autoridade sobre os pensamentos, pois assim como feras eles podem nos devorar.

Tristeza que se esconde no peito
Aloja-se sem data para sair
Dor latejante que há de ir
Para o coração humano imperfeito

Aceita-se o pavor medonho
Incontrolável há de ficar o pensamento
Nada surgirá, apenas o sofrimento
Feras nos encurralam num cantinho

É hora de perdoar, de sair e gritar
Mostrar o domador que há em si
Sem hesitar, deve-se ir e conquistar

É hora de domar as feras da vida
São apenas pensamentos orgulhosos
Fazer o bem é prosseguir certo na jornada
Minha autoria

Labuta diária

   Diariamente nos deparamos com problemas. Para aqueles que perderam a esperança, segue a dica de Mario Quintana.

POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!