sábado, 28 de setembro de 2013

Estados Unidos da América e Síria

   Achar que é dono da América é ser demais pretensioso, mas achar que é dono do mundo é muita soberba.

   Cada país é soberano dentro de seu território, não precisa vir um país de fora para dizer o que se deve ou não fazer dentro de sua área territorial. Não quero dizer que devemos apoiar atos terroristas ou degradação ao ser humano, mas quero dizer que “roupa suja se lava em casa”, como diz o ditado.

   Sabemos que ter soberania num mundo cada vez mais perigoso é fundamental, pois a cada ano, os países estão ficando cada vez mais parecidos uns com os outros, tanto economicamente como culturalmente. E se ter a soberania é guardar um bom status para um futuro de países homogêneos.

   Agora imagine alguém chegar a sua casa e dizer o que você deve fazer? Esta mesma pessoa chega e arruma seu guarda-roupa e cozinha, ademais, corrige seus filhos com tapas e puxões de orelha e para finalizar manda o pai e a mãe para fora de casa, pois eles, supostamente, não fizeram como deveria ser feita a função de progenitores e donos de casa.


   O pior de tudo é você descobrir que este vizinho na verdade não é policial, tampouco assistente social, é apenas um vizinho com musculatura avantajada e que tem grau preta de jiu-jitsu.


jiu-jitsu

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

FÉ

     O que é a fé? Creio que é uma pergunta irrespondível. Em verdade, ninguém sabe explicar se realmente a tem. Em momentos, pessoas demonstram de forma eloquente, de forma plácida e confiante, sem exageros. Não obstante, alguns fiéis revoltam-se e a tentam ingeri-la a outrem. Como pode alguém querer fabricar fé na mente alheia? Apenas sei, que a fé surge dentro de si, dentro da crença individual, claro que os resquícios dogmáticos são adquiridos do externo, das teologias empregadas por teólogos, ora sãs e íntegros, ora traiçoeiros.

     A vida dogmática, muita das vezes, é mais fácil de consolar a si mesmo. É bonita e com explicações baseadas na hermenêutica. Não quero dizer que são explicações fáceis e triviais de compreender, pelo contrário, há de se ter fé colossal em crenças que contam caminhos transcendentais aparentemente inexplicáveis por meios científicos.

     As religiões doutrinam sempre para o caminho do bem, e apresentam explicações impossíveis de se chegar por meio científico, tem-se como exemplo a “vida” após a morte. Essas explicações confortam o íntimo de cada fiel e é de grande importância para apaziguar mentes que não se conformam com o fim biológico da vida.

     A humanidade tem seus conceitos éticos extremamente entrelaçados com os conceitos religiosos, falácia seria negar tal afirmação. Não aponto nem uma religião específica, pois acredito que todos tem a função primária de ligar o indivíduo ou divino. Cientificamente, somos seres biológicos semelhantes. Ademais, somos seres históricos/sociais, movidos por sentimentos adquiridos ao longo de nossa história terrestre. Não me agrada a ideia que somos feito por amor, como alguns dizem.

     Negar nossa essência religiosa é negar nosso íntimo. Somos sim seres religiosos, até os ateus. Está em nossa cultura, está em nossa própria herança metafísica. Quem nega tal essência, não entende o meio onde vive, não compreende as relações interpessoais que a humanidade se cerca.

     Sim, é possível abdicar a essência religiosa/espiritual, mas não é possível impugná-la. Estar vivo, por si só, é ter de admitir uma origem, se não se justifica o desconhecido, tampouco se pode negá-lo.